#AmoMeuCorpoGordo: Amor próprio e empoderamento

Nós já conhecemos as lendárias fotos de Antes e Depois que surgem a todo tempo nas redes sociais mostrando como uma pessoa era antes e como “evoluiu” depois através de emagrecimento/maquiagem/photoshop/mudar o cabelo/fazer a sobrancelha/fazer pacto com as trevas enfim, qualquer coisa que possa considerá-la “bonita” hoje, o que na verdade quer dizer “dentro dos padrões esteticamente aceitos pela sociedade”.

Mas e quando uma pessoa que tentou a vida inteira se encaixar nesses padrões sente que evoluiu muito mais ao deixar essas amarras de lado, começar a se amar do jeito que e hoje se sente muito mais feliz? Resumidamente: “E QUANDO É O CONTRÁRIO”?

Inspirada na Jossana, dona da marca Joss, – e contando com seu apoio – está sendo lançada neste momento a campanha #AmoMeuCorpoGordo.

MAS O QUE É ESSA CAMPANHA?

É um ato de representatividade onde nós, gordas já empoderadas ou que estamos nos empoderando, vamos mostrar como é melhor se sentir feliz se amando e bem consigo mesma depois que a gente se liberta das nossas neuras criadas para agradar uma sociedade que lucra com a nossa insegurança que muitas vezes está acabando com a nossa saúde e sanidade mental sob uma desculpa de preocupação com a saúde quando na verdade é só preconceito estético mesmo.

E COMO PARTICIPAR?

Simples! Basta você postar nas redes sociais uma foto sua antes e agora, onde antes você não se sentia bem consigo mesma e agora você já se sente bem consigo mesma, acompanhada da hashtag #AmoMeuCorpoGordo (ou #LoveMyFatBody) e, se quiser, um mini depoimento falando sobre essas duas épocas. Vale para TODAS as redes sociais: Facebook, Instagram, Twitter, Snapchat, etc.

E QUAL O OBJETIVO?

Muitas mulheres ainda têm dificuldade de se aceitar, se amar como são e por isso não respeitam os limites de seu corpo. Assim, além de elas buscarem métodos cada vez mais insalubres e violentos para encaixar o corpo dentro de um padrão social, elas também colocam suas vidas e sua sanidade mental em grande risco, podendo desenvolver várias doenças como síndrome do pânico, transtorno de ansiedade, depressão entre outros relacionados a este comportamento. O nosso objetivo é mostrar que sim, que pessoas gordas são saudáveis, são felizes, são normais, são sexy, são incríveis como qualquer outra pessoa. Ou seja, é ajudar no empoderamento de outras mulheres.

POR QUANTO TEMPO ESSA CAMPANHA VAI DURAR?

PARA SEMPRE!

Abaixo temos algunsexemplos para você entrar no clima:

Joss

Passei a vida toda fazendo dieta,tentando entrar numa sociedade que julga o ser magro como bonito, saudável até que um dia eu me perguntei: “Ora bolas senhor, pq não me amar de qualquer forma?” Foi aí que comecei a me aceitar mais e não ligar pras pessoas que não gostavam do meu corpo gordo. Passei a ignorar ofensas, falatórios e críticas destrutivas, eu finalmente estou em paz comigo mesma e muito feliz MESMO com o meu corpo atual. Há quem diga que quem é gordo não é feliz, mas pera lá… Podemos julgar como o outro se sente em relação ao próprio corpo? Acho que não, né?!
SIM, eu amo meu corpo, amo minhas dobras, amo minha barriga e amo o jeito que me relaciono com ele, eu não nasci pra agradar ninguém além de mim mesma. Então antes de julgar qualquer pessoa que se sinta feliz com seu corpo, olhe para o seu e para suas atitudes e veja se você é feliz consigo mesma.

– Jossana, a inspiração ❤

Amo

Eu não tenho uma fase na vida que eu não tenha me amado. Mas tenho nessa fase do vestido roxo eu estava em recuperação de um problema bem sério de saúde e isso acabou me trazendo um pequeno deslize na autoestima. A outra foto foi a primeira que eu tirei depois de todo o processo de recuperação. quando eu me senti eu novamente… A verdade é que olho minhas fotos e a cada dia vejo que os anos são muito favoráveis.

– Vanessa, uma inspiração para a vida ❤

 

E claro, não podia faltar para um pontapé inicial: eu!

lika ad

Passei mais de 20 anos da minha vida fazendo dietas, academia, tomando remédios, desafiando todos os limites do meu corpo tentando me encaixar em um padrão aceito pela sociedade. Uma prima minha fez dieta e ficou magra, a outra já era magra, então eu era comparada a elas o tempo todo. Cheguei a tomar remédios que uma amiga pegou da mãe dela na esperança de emagrecer e eu quase morri por isso. Eu tinha apenas 16 anos.

Na primeira foto foi minha festa de 15 anos. Todos falam que estava maravilhosa, e eu acho melhor não pensar muito nela. Fiz uma dieta que me deixou extremamente irritada, fui privada de usar o vestido que eu queria porque alegaram que eu era gorda demais para o vestido e, neste aí que eu fui “autorizada” pela patrulha do corpo, eu estava usando uma calcinha alta para espremer a barriga, uma meia-calça que também aperta a barriga e para finalizar um collant que também aperta a barriga. Lembro de ficar muito incômoda com ele e me sentir de armadura. Depois disso eu fiquei mais ou menos uns 6 meses sem dieta. Me senti livre. E depois voltei. Foi com 28 anos que eu parei com isso. Comecei a me aceitar. Me empoderar. E hoje me amar como eu sou e a me vestir do jeito que eu sempre sonhei. A segunda foto mostra meu alto astral de vestir roupas e acessórios que eu amo, de ter meu próprio estilo. Hoje eu sou simplesmente 22kg mais gorda. E amo minhas dobras, minha barriga, minha liberdade. Hoje eu aprendi que posso ser feliz como eu quiser e eu escolhi ser assim: do jeitinho que eu sou.

– Lika Gior, blogueira (eu, gente!)

Participe você também da campanha. Empodere-se! E seja feliz! ❤

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